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Com sede no Japão, Coincheck foi alvo de um dos maiores roubos de moedas virtuais da história. Empresa ainda não definiu quando devolverá montante aos 260 mil clientes


Após sofrer um ataque hacker na última sexta-feira (26/01), a bolsa de criptomoedas Coincheck Inc., que tem sede em Tóquio, informou no domingo (28/01) que devolverá cerca de 46 bilhões de ienes (US$ 425 milhões) aos seus clientes. As informações são da Reuters.

As moedas roubadas foram as chamadas NEM, tidas como a 10ª em maior valor de mercado no mundo. Em comunicado, a Coincheck informou que devolverá os valores de cerca de 260 mil donos de moedas em ienes japoneses. Porém ainda não detalhou como e quando isso será feito.

O valor a ser devolvido representa quase 90% dos 58 bilhões de ienes em moedas NEM que a companhia perdeu. Após identificar o ataque, a Coincheck informou que suspendeu na mesma sexta-feira os saques de todas criptomoedas, exceto bitcoin.

O roubo à Coincheck foi tido como um dos maiores em dinheiro virtual na história. Em 2014, a também japonesa Mt. Gox pediu falência após perder cerca de meio bilhão de dólares em bitcoins. Na Coreia do Sul, a bolsa de moedas virtuais Youbit também fechou e entrou com pedido de falência após ser hackeada duas vezes no ano passado.

Vale lembrar que o Japão começou a exigir que operadoras de bolsas de criptomoedas se registrem junto ao governo. Porém a regulação teve início apenas em abril de 2017. Assim, operadoras que já existiam, caso da Coincheck, tinham autorização para continuar a oferecer seus serviços enquanto aguardavam aprovação. Segundo a Reuters, a Coincheck havia submetido o pedido em setembro e ainda esperava pela aprovação.